terça-feira, 12 de agosto de 2008
Alentejo
Andei por tantos sítios. Doem-me ligeiramente as costas dos colchões do campismo... Brevemente conto colocar aqui algumas fotos :) Entretanto vou continuar a preguiçar.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
MEDO
Diz quem ali vive há mais de 20 anos que nunca tinha visto «coisa igual»: durante 10 minutos, 12 indivíduos varreram a tiro os três bairros
A hora do jantar foi providencial para um residente do bairro António Sérgio: o facto de estar a comer numa divisão virada para as traseiras, e não na sala de estar, ter-lhe-á salvo a vida, ou pelo menos, poupado a um “susto de morte”. Nessa sala, virada para a estrada que liga os bairros da Rosa, António Sérgio e Ingote, entrou um projéctil vindo da rua, provavelmente um dos muitos tiros perdidos e ali disparados ao início da noite.
Carlos Oliveira, filho do “sortudo” residente e presidente da Associação de Moradores do Bairro António Sérgio, contabilizou uns «trinta tiros». Feliz pela sorte do pai, mas inconformado com os recorrentes problemas que envolvem os bairros, deixava escapar um sentimento de alguma revolta: «assinámos o acordo do Planalto Seguro em Julho e acontece logo isto».
O representante dos moradores referia-se a um acordo envolvendo diversas entidades e assinado a 12 de Julho. Na altura, representante da Câmara, da PSP, e do Instituto da Droga e da Toxicodependência, entre outras instituições, comprometeu-se a cumprir um programa de diminuição da sinistralidade. Entre as medidas, a PSP disponibilizaria dois agentes em permanência para os três bairros, e a Polícia Municipal também asseguraria a vigilância, em períodos alternados.
«É o que se está a ver», criticava Carlos Oliveira, defensor da prevenção pela proximidade de agentes, mas que nunca ali viu a tal vigilância permanente. «O que eles fazem [os polícias] é uma vergonha», secundava Marco Oliveira, ali residente vai para 17 anos. «Passam aí uns seis ou sete nas carrinhas de intervenção, uma vez por outra, e quando actuam geralmente é para incomodar inocentes, mandam parar carros com uma ou duas pessoas e fazem um filme».
As críticas à actuação das forças de segurança não se ficaram por aqui, lamentando-se a demora em chegarem ao local e até os números de telefone da PSP interrompidos. Quando a polícia chegou, já nem rasto dos atiradores. Segundo uma testemunha, chegaram numa Mercedes Vito, numa Audi A4 e num Honda Accord, e eram 12. Estiveram bastante tempo aos tiros contra o Bairro da Rosa, disparando de dentro das viaturas mas vindo, inclusive, a sair para a rua sem parar de atirar. «Ali foram tiros de rajadas», pormenorizava um dos residentes, dando conta de tiros soltos mais à frente, no Bairro António Sérgio, e depois já no Ingote.
Foi mais de 10 minutos aos tiros, assegurava outro morador, ainda apreensivo porque veio à janela e não terá sido atingido por sorte. Sem explicação para o sucedido, alguns associavam o episódio de ontem a «um qualquer problema» que ocorreu de madrugada no Bairro da Rosa, vendo os tiros como uma espécie de retaliação. Escreva aí que os problemas são dali daquele bairro [Rosa], solicitava uma das residentes do Ingote. E escreva que vêm dali [da Rosa] fazerem festas nas traseiras daqui [do António Sérgio] e não deixam ninguém descansar, alvitrava outro.
Foi precisamente para minimizar problemas que avançou o programa Planalto Seguro em Julho. Até agora sem qualquer resultado prático mas, para avaliar o desempenho e identificar vulnerabilidades, está já marcada uma reunião, para 6 de Agosto. Carlos Oliveira tem esperança que depois desse dia se avance, realmente, para a prometida vigilância de proximidade.
É O CAOS!!
sábado, 26 de julho de 2008
O amor que vem do frio
Esta semana fui ver os Kings of Convenience à Casa da Música. Foi muito mais do que eu esperava, embora as expectativas já fossem enormes. Se disser que derramei dezenas de lágrimas neste concerto não estou a exagerar. E logo eu, que sempre critiquei pessoas que choram em concertos. Mas foi impossível não chorar. Aqueles dois tocam o coração e a alma de qualquer ser vivo, e eu não sou excepção.
Houveram também momentos de riso, muito graças ao Erlend Oye que é simplesmente adorável e que a dançar me faz lembrar uma pessoa chamada Jerónimo...
Fiquei sem palavras...
Aqueles dois álbuns já me sabem a pouco. Espero que o 3º esteja para breve!!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O que se passa com o meu computador??
terça-feira, 15 de julho de 2008
Rescaldo
Permitam-me tecer algumas considerações:
- O Bob Dylan é um senhor mas deve andar deprimido ou o cirurgião plástico enganou-o.
- Hercules and Love Affair afinal são transexuais.
- The Gossip é muuuuuuuuuuuito grande (literalmente!!)
- Neil Young está aí pras curvas.
- The Hives partem tudo, venha quem vier.
- Rage vi sentada bem cá atrás que o meu 1.58 m não se dá bem com o moche e não gosto de gajos a gritar palavras de ordem como se não houvesse amanhã.
- MGMT desiludiram.
- The National é na Aula Magna.
- Whitin Temptation é pra adormecer e ter pesadelos.
Por fim resta-me dizer que afinal eu não vejo concertos, só os ouço :(
terça-feira, 8 de julho de 2008
Ora aqui está uma das muitas coisas que não sabia acerca da minha cidade
A Baixa de Coimbra recuperou os balneários públicos, para servir as pessoas que não têm instalações sanitárias adequadas em casa. E são muitas, dizem. Vinte cêntimos dão direito a um banho quente. Mas os mais carenciados não pagam.
"Há muitas casas, no centro histórico, que nem sanita têm. Apenas o antigo ralo", conta Carlos Clemente, presidente do Rancho Folclórico das Tricanas de Coimbra. É, sobretudo, para dar resposta a quem as habita - pessoas de meia idade, oriundas da Alta e da Baixa, conta -, que os banhos públicos funcionam, há vários anos, ali, no nº 15 da Rua do Moreno, sede do grupo. Mas as portas abrem-se, também, a sem-abrigo, toxicodependentes ou nómadas. O uso é gratuito para quem tem óbvias carências económicas, realça Clemente.
Em Novembro, estes balneários encerraram por falta de dinheiro para obras e manutenção. Uma dificuldade ultrapassada com a assinatura, há escassos dias, de um protocolo entre o Rancho Folclórico, a Câmara Municipal e a Associação Integrar. A esta última cabe a gestão do equipamento, com o apoio financeiro - estimado em 7500 euros por ano - da autarquia.
Os banhos públicos reabriram ontem, ao fim da tarde, ainda que sem sombra de utentes. E quem são? "Pessoas com uma vida normal, mas que não têm condições para fazer uma higiene diária", reitera Carlos Clemente, também presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu. A assistente social Susana Marçal, da Integrar, reforça: "Isto não é banho para pobres. É para pessoas que, infelizmente, não têm condições sanitárias em casa".
Há uma técnica da Associação Integrar, em permanência, nas instalações, para prestar apoio e fazer vigilância. Isto porque existem regras a seguir. Assumir uma "postura correcta, designadamente de respeito para com os outros utentes", é uma delas. Exige-se, também, que cada utilizador leve os seus próprios artigos de higiene e toalha; e não esteja mais que 15 minutos debaixo de água. Como explica Susana Marçal, "é um equipamento que as pessoas têm de tratar bem".
Em apenas dois dias (terça e quarta-feira passadas), o espaço, que estava bastante degradado, recebeu novo rosto, uma vez reparado o chão, pintadas as paredes. "Para dignificar as instalações", segundo Oliveira Alves, director municipal de Desenvolvimento Humano e Social.
Os banhos públicos funcionam às segundas, terças e quintas-feiras, das 18 às 20; às quartas e sextas-feiras das 10 às 12; e aos sábados das 16 às 20 horas.
in JN