quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Esta é dirigida à imigrante no Brasil
Português morto à facada no Brasil
Resistiu dentro da garagem de casa a um assaltante de 18 anos que lhe queria roubar a mota, pelas 08h30 de sexta-feira, e acabou morto com quatro facadas. António Manuel Ventura Marques, engenheiro electrónico da zona do Lavradio, Barreiro, foi assassinado no bairro Jabaquara, onde vivia, na zona sul de São Paulo, Brasil.
Ao que o CM apurou, a vítima de 63 anos tentou evitar que Leonardo Pedro, o jovem assaltante, levasse a mota que estava guardada na garagem da vivenda. Mas o criminoso foi mais forte e desferiu quatro golpes de faca certeiros no emigrante português, radicado no Brasil desde 1963. António Ventura Marques, que deixa uma filha, ainda foi assistido pelas equipas de emergência e levado para o hospital de São Paulo, mas perdeu muito sangue e não resistiu aos ferimentos infligidos.
O homicida também ficou ferido na luta e ainda foi assistido no hospital, já sob detenção (ver caixa). De acordo com uma vizinha de António Ventura Marques, citada pelo portal de notícias da Globo, esta não foi a primeira vez que o português foi abordado por assaltantes. "Ele já tinha sido assaltado uma vez e depois disso resolveu reforçar a segurança" de casa, disse a bibliotecária Célia Alves de Oliveira.
A imprensa brasileira chegou a avançar ontem, com informações policiais, que Ventura Marques era um diplomata que estaria a trabalhar no consulado português em São Paulo. No entanto, o assessor da Secretaria de Estado das Comunidades desmente ao CM essa informação. "Nem estava inscrito na rede consular", diz Eduardo Saraiva, garantindo que "o consulado está a acompanhar a situação, nomeadamente no apoio à família, que já está a tratar da trasladação do corpo para Portugal".
Segundo o Instituto Médico Legal brasileiro, onde o cadáver está desde a noite de sexta-feira para ser autopsiado, uma filha de Ventura Marques deverá chegar hoje a São Paulo para levantar o corpo.
In Correio da Manhã, o diário de referência
Resistiu dentro da garagem de casa a um assaltante de 18 anos que lhe queria roubar a mota, pelas 08h30 de sexta-feira, e acabou morto com quatro facadas. António Manuel Ventura Marques, engenheiro electrónico da zona do Lavradio, Barreiro, foi assassinado no bairro Jabaquara, onde vivia, na zona sul de São Paulo, Brasil.
Ao que o CM apurou, a vítima de 63 anos tentou evitar que Leonardo Pedro, o jovem assaltante, levasse a mota que estava guardada na garagem da vivenda. Mas o criminoso foi mais forte e desferiu quatro golpes de faca certeiros no emigrante português, radicado no Brasil desde 1963. António Ventura Marques, que deixa uma filha, ainda foi assistido pelas equipas de emergência e levado para o hospital de São Paulo, mas perdeu muito sangue e não resistiu aos ferimentos infligidos.
O homicida também ficou ferido na luta e ainda foi assistido no hospital, já sob detenção (ver caixa). De acordo com uma vizinha de António Ventura Marques, citada pelo portal de notícias da Globo, esta não foi a primeira vez que o português foi abordado por assaltantes. "Ele já tinha sido assaltado uma vez e depois disso resolveu reforçar a segurança" de casa, disse a bibliotecária Célia Alves de Oliveira.
A imprensa brasileira chegou a avançar ontem, com informações policiais, que Ventura Marques era um diplomata que estaria a trabalhar no consulado português em São Paulo. No entanto, o assessor da Secretaria de Estado das Comunidades desmente ao CM essa informação. "Nem estava inscrito na rede consular", diz Eduardo Saraiva, garantindo que "o consulado está a acompanhar a situação, nomeadamente no apoio à família, que já está a tratar da trasladação do corpo para Portugal".
Segundo o Instituto Médico Legal brasileiro, onde o cadáver está desde a noite de sexta-feira para ser autopsiado, uma filha de Ventura Marques deverá chegar hoje a São Paulo para levantar o corpo.
In Correio da Manhã, o diário de referência
quarta-feira, 1 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Este sempre foi dos meus poemas favoritos
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
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